A vida é tão cheia de curvas sinuosas que não nos permite ver o que está logo ali na frente. Como um carro veloz seguimos em direção ao futuro esperando que este seja melhor que a realidade agora vivida. Nessa pressa incessante pouco paramos para ver coisas ao nosso redor que talvez, por hora, fosse tudo o que precisaríamos para ser feliz.
A verdade é que temos a esperança que após a próxima curva tudo será melhor pois estamos dirigindo com muita diligência. Mas quem poderia garantir isso?
Estou convencido de que enquanto caminhamos para o melhor que desejamos, precisamos aproveitar as paisagens que se apresentam e são capazes de alegrar nossos corações. Esposa, pais, amigos… Nada disso é eterno e pode desaparecer de uma hora para outra sem que possamos voltar atrás e tentar reviver momentos de forma mais verdadeira.
Estamos perdendo momentos de risos por pressa de chegar a um lugar melhor e nem calculamos que as curvas da vida trazem coisas boas, mas frequentemente, ruins também.
Se Deus tem te permitido sorrir hoje, sorria! Aproveite cada momento e tente ao invés de caminhar apressado, aproveitar cada passo de sua jornada.
Vivemos numa sociedade que grita para ser ouvida, mas se recusa a escutar.
Ideias viraram armas. Diálogos, campos de batalha.
E, no meio disso tudo, seguimos ferindo quem amamos — só para provar que estamos certos.
Sempre que me aproximo de uma questão, e a cada passo em que me esforço no pensamento e me dedico ao aprendizado, percebo o quanto ainda não sei.
É madrugada na roça
Quarto e meia, cinco horas
E o velho sem demora
Liga o radinho de pilha.
Ouve-se o som da viola
Falando do homem do campo
De suas dores, de seus prantos
Suas paixões e histórias.
O velho aumenta o volume
A casa inteira acorda.