Matei os meus sonhos,
E não tive ganhos
Por onde passei.
E o preço que pago
É ser desprezado
Por quem ajudei.
Vivemos numa sociedade que grita para ser ouvida, mas se recusa a escutar.
Ideias viraram armas. Diálogos, campos de batalha.
E, no meio disso tudo, seguimos ferindo quem amamos — só para provar que estamos certos.
Sempre que me aproximo de uma questão, e a cada passo em que me esforço no pensamento e me dedico ao aprendizado, percebo o quanto ainda não sei.
É madrugada na roça
Quarto e meia, cinco horas
E o velho sem demora
Liga o radinho de pilha.
Ouve-se o som da viola
Falando do homem do campo
De suas dores, de seus prantos
Suas paixões e histórias.
O velho aumenta o volume
A casa inteira acorda.