Coveniente

Certa manhã me olhei no espelho;
Aquele reflexo não era eu.
Era só um ser displicente
Que ser conveniente
Dia após dia aprendeu.
Tornei-me uma imagem esculpida
Pelas falas de um milhão de gente.
Pessoas que também sofridas
Por esse mal indecente.
De abrir mão de si mesmo
Por uma mera opinião,
Que tornam todos em nada
Um cego numa multidão.
Ouvindo um barulho infernal
Todos mostrando um sinal
Sem saberem a direção.


